O Tombo!
A mazela do tombo pode ser previsível?
Sinceramente, não conheço ninguém que não se levantou após. Mesmo temeroso por tombar outra vez, mesmo sem chão, quando se é pego de surpresa por ele. Ávido de esperança cada qual, tenta não se esvair da queda, mesmo que ralado, fresco em hematomas e roxo de vergonha.
Sabido é aquele que prepara seu terreno esperando, a tal fatalidade. Mórbida surpresa para um corpo vil, que luta todo tempo contra esta desagradável sensação ante-gravitacional, que torna o ser impotente às margens da invalides. Golpeia se a resistência com brutalidade, curando as dores com láudano fresco.
Fazendo assim, um novo levantar e um caminhar seguro. Temido de que um simples tombo pode causar sérios danos, rasgando panos, quebrando ossos podendo até levar-te ao óbito. Mas continuamos firmes na cadência do caminhar, um passo a frente e olhos atentos trazem a solidez de não tombar outra vez. E continuamos observando para não tropeçar, nos próprios pés, evitando assim uma cena póstuma de humor. Daquelas das quais ou caímos de rir de nos mesmos ou ouvimos o gargalhar alheio.
Digo e repito, conseguimos essa proeza com um respeito inigualável com uma autarquia singular digamos até invejável.
Tombar em movimento, tombar parado, a causa da dor, do choro, do riso.
E continuamos no vagar da vida, com ou sem quedas, viver sem cair é dar um insolente parecer a ti e ao próximo. Especulando os momentos de ira e os momentos de total alegria, passos ouvidos a uma sonora voltagem incalculável de decibéis, enquanto estivermos vivos após um simples ou duro TOMBO!
Por Daniela Palermo! Em Cronicamente Daniela
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